No cenário científico atual, a busca por informação e a conexão entre pesquisadores são mais cruciais do que nunca. A explosão de dados, artigos e projetos em andamento, embora benéfica, muitas vezes cria um desafio: como organizar, acessar e contextualizar todo esse conhecimento de forma eficiente? Pesquisadores e estudantes se veem frequentemente navegando por um mar de informações, buscando as peças que se encaixam em seus próprios quebra-cabeças. Foi nesse contexto que surgiu a ideia do Sci-in: uma plataforma inovadora pensada para otimizar o fluxo de trabalho científico, promovendo a descoberta e a colaboração.
A inspiração para o Sci-in nasceu da observação das dificuldades enfrentadas por muitos na comunidade científica. A falta de uma ferramenta centralizada que pudesse não apenas armazenar, mas também interligar e apresentar o conhecimento de forma intuitiva, tornou-se evidente. Percebemos que era preciso ir além das bibliotecas digitais tradicionais, criando um ecossistema onde a ciência pudesse ser não apenas consumida, mas verdadeiramente vivida e compartilhada. O Sci-in surge, então, como a resposta a essa necessidade, um farol para a comunidade científica em busca de maior eficiência e conexão.
Equipe:
O desenvolvimento do Sci-In não foi baseado apenas em suposições, mas em um processo investigativo que buscou unir o rigor acadêmico à praticidade do design de experiência. Nossa pesquisa seguiu dois eixos: a fundamentação estratégica da ideia e a validação prática com quem realmente faz ciência.
Desde o rascunho inicial, o Sci-In foi pensado para ser um motor de impacto social. Norteamos o projeto pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especificamente os objetivos 9 e 10.
A ideia foi criar uma infraestrutura tecnológica que não apenas estimulasse a inovação, mas que quebrasse barreiras geográficas e financeiras.
O foco principal é a democratização do conhecimento: permitir que pesquisadores de instituições com menos fomento possam colaborar em pé de igualdade com grandes centros de investimento, equilibrando a balança da produção científica global.
Para sustentar a proposta, estudamos a literatura acadêmica sobre redes de cooperação. A teoria confirmou nossa hipótese: colaborar não é apenas “trabalhar junto”, é uma estratégia de eficiência. Identificamos que a união entre pesquisadores é o que permite:
Reduzir margens de erro através da revisão mútua;
Escalar a produtividade e o alcance das publicações;
Viabilizar estudos multidisciplinares que seriam impossíveis de forma isolada.
Para testar a aderência da plataforma, fomos a campo ouvir estudantes e pesquisadores. O diagnóstico foi revelador: existe um “vazio” entre as redes sociais profissionais e o ambiente acadêmico. Enquanto redes como o LinkedIn são vistas como espaços puramente mercadológicos, o Sci-In foi percebido como o elo que faltava para quem busca foco total na pesquisa.
“Faltava um espaço que não fosse apenas sobre o mercado de trabalho, mas sobre a construção do conhecimento em grupo”, relatou um dos participantes.
Por fim, analisamos o que já funciona no mercado. O estudo de plataformas consolidadas serviu para entender padrões de usabilidade que o público já domina. O objetivo não foi copiar, mas aprender com as convenções de UX (User Experience) para garantir que o Sci-In seja intuitivo desde o primeiro clique, permitindo que o pesquisador foque no que importa: a ciência, e não em aprender a mexer em uma ferramenta complexa.
Para que o Sci-In fosse mais do que um simples repositório de dados, dedicamos uma etapa fundamental à construção de sua Arquitetura de Informação (IA). Baseada nos princípios de organização lógica de conteúdo, a IA foi desenhada para garantir que a complexidade de uma rede científica se traduzisse em uma interface clara, minimizando o esforço cognitivo do pesquisador.
O percurso do usuário foi estruturado em camadas concêntricas, permitindo uma transição fluida entre o ambiente pessoal e o coletivo:





Acesse a publicação oficial no acervo da Universidade de Aveiro.
O projeto Sci-In foi desenvolvido sob os mais altos padrões de design estratégico e inovação social, o que culminou no seu reconhecimento como finalista do UNESCO Design Awards de 2025 (Future Designer International Innovation Design Awards). Esta premiação é um pilar da iniciativa global Science Decade, que visa transformar os sistemas nacionais de inovação para que estes respondam de forma mais eficaz às necessidades científicas e sociais da atualidade.
Alcançar a etapa final deste prêmio internacional destaca o Sci-In em diversos âmbitos:
Este marco não apenas coroa o esforço técnico e acadêmico da equipe da Universidade Federal do Espírito Santo, mas também posiciona o Sci-In como uma resposta concreta e contemporânea para os desafios da rede de pesquisa global.
